sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Não preciso fazer igual a minha mãe fazia. Se eu fizesse qualquer coisa que a desagradasse, ela brigava comigo, insistia, partia pro atrito. Pior ainda se algo no meu estilo de vida a desagradasse - ela não podia me ver jogar a vida pelo ralo e ficar quieta. Era uma reação visceral, e me agredia.

Triste que em 80% das vezes ela tivesse algo útil para dizer, e que eu não conseguisse ouvir.

E triste que eu cometa o mesmo erro boa parte das vezes quando lido com os outros, em especial com figuras de autoridade. Eu realmente fico sem chão lidando com líderes religiosos, gerentes e chefes, principalmente se discordo deles. Boa parte da minha vida eu passei em atrito com as pessoas, cheio de razão, mas raramente chegando a algum lugar. E pior: fazendo com que pessoas criassem antipatia por mim a toa.

Hoje eu começo a aprender o que já havia ensinado à minha mãe: preciso ter calma, ouvir mais, buscar saber se a pessoa está pronta para ouvir o que tenho para dizer, e aprender como dizer a ela. Se quero a liberdade para trazer idéias novas ou críticas, preciso aprender a conquistar a confiança das pessoas e a deixá-las a vontade comigo.

Mas como o farei?

Antes de tudo, tentando ter calma, pensar duas vezes, e ouvir bastante, sem interromper. Vou tentar começar por aí.

Um comentário:

Alê Chazin disse...

Maridinho, terapia não é pra qualquer um... vc tem força, coragem. E eu te admiro por isso!

Bjs